Podemos voltar atrás, David? Recuar no tempo para fazermos tudo de forma diferente? Esquecer que isto aconteceu, falarmos de novo e, eventualmente, recuperarmo-nos?

Talvez tenha chegado o momento de dizermos o que ambos sabemos, mas que nunca tivemos a coragem de verbalizar. Veio assim, da pior forma, mas pelo menos é da maneira que não podemos fugir nem fingir mais... A verdade é que fomos deixando tudo acumular, como tralhas velhas que se colocam numa arrecadação, e esforçámo-nos por acreditar que elas não existiam, que elas não estavam lá, que elas nem sequer ocupavam um espaço relevante... Mas, David, tudo na vida acaba por apanhar-nos: mais cedo ou mais tarde, seja por que motivo for, temos que voltar a abrir as caixas que selámos desajeitadamente e lidar com o que lá encontrarmos.

Eu sei que estás muito zangado comigo e que, neste momento, darias tudo para não ter que me olhar de novo. E mesmo sabendo que não tenho nenhuma legitimidade para te pedir o que quer que seja, ajoelho-me perante aquele pedacinho do teu coração onde ainda posso habitar e suplico-te que venhas comigo e me ajudes a abrir o baú da nossa família...

Eu nunca gostei da tua mãe, ou pelo menos não da forma que se espera que um marido goste da sua mulher. Amei muito uma outra pessoa que um dia se cansou de mim e de todos os meus demónios e optou por seguir a sua vida de uma forma mais simples e confortável com um dermatologista qualquer. Para te ser sincero, esta foi uma ferida que o tempo foi sarando, mas que nunca cicatrizou verdadeiramente. Debato-me demasiadas vezes com os "e ses" para os quais não tenho resposta: "e se tivéssemos continuado juntos, como teria sido a minha vida?"; "e se algum dia a reencontrar por algum acaso, como reagirei, o que direi?"... Enfim, nada disto interessa muito: é apenas uma (má) tentativa para justificar porque tantas vezes estava fisicamente presente, mas totalmente ausente num outro mundo, aquele onde moram todas as fantasias que nunca soube concretizar.

Eu e a tua mãe juntámo-nos porque sim. Porque eu estava carente e tinha muito medo de ficar para sempre só. Porque ela via em mim um homem suportável, que lhe poderia proporcionar uma vida razoável e, sobretudo, os filhos que tanto queria. E assim deixámo-nos ir... Ano após ano, deixámo-nos simplesmente ir: sem nenhuma particular felicidade, sem nenhum sentido, sem nenhuma comunhão ou cumplicidade... Apenas íamos e nem sequer víamos o tempo e a vida a passarem por nós...

Fui tentando convencer-me que não havia coisas perfeitas e o que tínhamos entre nós até era jeitosito... Repetia-me vezes sem conta que ela era uma pessoa honesta, uma mulher decente, uma boa dona de casa e uma excelente mãe... E cada vez que era assaltado pela verdade, pelo facto de não gostar dela, de não a desejar e de nem sequer a considerar interessante do ponto de vista físico, intelectual ou social, inventava uma qualquer forma de me ausentar por uns tempos, até que a racionalidade voltasse a imperar sobre a minha vontade emocional de acabar com esta mentira de relação... (Quanta cobardia, não é?)

Tu foste o melhor que resultou deste encontro entre duas pessoas tão diferentes e tão distantes. Quando te peguei pela primeira vez naquela manhã fria do início de Novembro, fui arrebatado por um sentimento inexplicável e pela certeza que iria amar-te incondicionalmente o resto da minha vida. E chorei David, chorei porque quase que me achei indigno de um momento de tamanha felicidade. (Imagino o quanto te é difícil acreditares numa só destas palavras, mas garanto-te que são a mais pura das verdades).

Fui vendo-te crescer, mas sempre à distância. Quando eras mais pequeno ainda reclamavas atenção, mas acho que foste desistindo progressivamente à medida que vias cada uma das tuas tentativas ser mal sucedida (queria tanto voltar atrás para poder responder-te de uma forma que me permitisse desfrutar de ti...). A verdade é que me demiti da minha função de pai e te entreguei aos cuidados de quem achava que sabia mais do que era melhor para ti e te poderia dar aquilo que eu não conseguia: a tua mãe e a tua avó cobriam-te de mimos e atenção e eu pensava que assim poderias ser a criança feliz que eu desejava que fosses e, sobretudo, que não tivesses que te confrontar com o facto de teres os pais separados, mesmo que vivessem juntos...

E o tempo passou. Passou tão rápido que eu acho que nem percebi bem. E tu cada vez mais de costas voltadas para mim, cada vez mais indiferente ao que te dizia, cada vez mais longe e inacessível. E eu a tentar chegar até ti, mas reconheço que nem sempre da melhor forma, muito menos no timing certo. A cada coisa que dizia respondias com silêncio, com desprezo ou com uma agressividade brutal... Talvez o merecesse, mas juro-te que me magoaste imenso, se calhar tanto quanto eu te magoei a ti...

As discussões passaram a ser o nosso único elo de ligação. As notas da escola que baixavam a cada ano, o cabelo que crescia e tu te recusavas a cortar, as roupas cada vez mais escuras, mais apertadas e mais longe do estilo da nossa família, os brincos e piercings que proliferaram em ti, as companhias cada vez mais esquisitas a que gostavas de chamar "amigos", as tardes e noites fora de casa e das quais voltavas invariavelmente com os olhos demasiado pequenos…

Quando hoje ao jantar começamos de novo a discutir nunca pensei que pudéssemos chegar onde chegámos. Para te ser sincero, nem me lembro do que despoletou tudo (provavelmente mais uma das nossas parvoíces...). Ouço ainda muito claramente os nossos tons de voz a elevarem-se... E os gritos a aumentarem de volume... E cada um a tentar sobrepor-se ao outro, sem nunca nos ouvirmos... A tua mãe a chorar e a implorar que parássemos... Mas nós estávamos cegos de raiva, David... Tão cegos que tu decidiste levantar-te numa pose de desafio... E eu levantei-me logo a seguir, como se tivesse uma grua a puxar-me a grande velocidade... As nossas caras coladas uma à outra, mas tão longe de revelarem proximidade... Cada um a escolher melhor as palavras que sabemos que magoam o outro... Houve um primeiro insulto que saiu disparado da minha boca sem que eu o tivesse autorizado, a que se seguiram todos os outros… E tu sem recuares, mas calmo pela primeira vez em largos minutos, a responderes: "tens razão: sou um calão, um drogado, um deficiente, mas nunca serei a merda e a vergonha que tu és!". 

Por mais que tente, não consigo e acho que nunca conseguirei explicar-te o que aconteceu em mim ao ouvir-te. Só sei que o meu braço ganhou uma vontade própria e que a minha mão se fechou até encontrar a tua cara com toda a força... E a seguir outra vez... E mais uma... E a derradeira... E tudo sem que eu tenha estado consciente um só momento... Foi o grito desesperado, quase gutural da tua mãe que me "acordou", que me trouxe de volta a mim. E quando isso finalmente sucedeu, só senti o meu estômago às voltas, o coração a querer sair-me pela boca, todo o meu corpo a tremer... E vejo-te ainda, já estendido no chão e tão espantado quanto desiludido, a levantares-te e a saíres primeiro da cozinha e depois de casa com estrondo (para onde terás ido? com quem foste ter? o que estarás a fazer para lidar com tudo isto?).

Apetece-me implorar-te que voltes David... Que voltes que mais não seja para eu poder pedir-te desculpa e dar-te razão: amei-te tanto ao longo dos teus 18 anos quanto te falhei, filho... E isso é mesmo o que me envergonha mais…



Desculpa escrever-te, mas não consigo adormecer. Percebo que esta nossa cama é demasiado grande e fria sem ti e só o cheiro que ainda deixaste na tua almofada consegue sossegar-me vagamente.

Desculpa ter-te deixado nesse quarto feio e tão pouco digno de ti... Essas paredes brancas e sujas contrastam em demasia com a tua figura delicada e só me apetece vestir-me de novo, apanhar um táxi, libertar-te de todos os fios que te prendem aí, trazer-te para casa e aconchegar-te na nossa cama com um beijo ternurento.

Juro-te que só deixei que a enfermeira me expulsasse do quarto porque me pareceu ouvir a tua voz suave e sempre tranquila a sussurrar-me ao ouvido: "tem calma, querido; tem calma...". Quando aquela fedelha disse "o horário de visitas aos doentes terminou", apeteceu-me gritar-lhe que eu não sou "uma visita": sou o teu marido; do mesmo modo que tu não és "uma doente": és a minha mulher e a companheira inseparável de uma viagem que já vai longa. Mas ao olhar-te e ao ver o teu aspeto subitamente vulnerável, só me saiu uma lágrima... E com ela, também eu saí, também eu te abandonei aí... Desculpa-me: nunca o deveria ter permitido!

Enquanto me aninho na tua almofada, procuro recordar-me da última vez que não adormecemos juntos e não sou capaz... Há 54 anos que nos olhamos sempre antes de dormir e damos um beijo rápido para nos podermos enfim encaixar um no outro como peças de um puzzle que precisa dos dois para estar completo.

Sabes que sempre te achei a mulher mais bonita do mundo. Quando eras mais nova, era comum os homens pararem para te olharem melhor e lembro-me bem do quanto me sentia inseguro, mesmo que o procurasse disfarçar (e tu a segurares a minha mão, tentando tranquilizar-me enquanto fazias um sorriso discreto capaz de apagar o resto do mundo...). Os anos não te tiraram a pose retilínea de bailarina, a delicadeza em cada movimento, a leveza no andar ou o olhar penetrante que ainda agora consegue enfeitiçar-me.

Mas sobretudo Adelaide, foste ao longo de todos os dias destes anos muito inteligente e paciente comigo. Acho que te dedicaste verdadeiramente a conhecer-me e sabias sempre agir da maneira mais adequada, mesmo quando o fazias de forma intuitiva. É extraordinário como nunca fizeste uma só pergunta sobre o que vivi na Índia, nem sequer quando chegava a altura do jantar anual do nosso batalhão. Admiro hoje como sempre soubeste controlar a minha impulsividade em diferentes situações, ou refrear o meu temperamento mais acalorado nos quentes anos políticos que vivemos. Geriste de forma subtil todas as questões que os meus irmãos nos colocaram na altura das partilhas e soubeste ser pacificadora ao ponto de evitares um afastamento irreversível. E nunca conseguirei agradecer-te o suficiente pelo que me ajudaste a melhorar enquanto homem, pai e, mais recentemente, avô: a união e o afeto incondicional que existem na nossa família devem-se maioritariamente a ti, minha querida.

Enquanto recordo tudo isto há milhares de imagens que percorrem a minha mente. São como fotografias que registam momentos marcantes, organizadas de uma forma quase cinematográfica, fazendo como que uma curta-metragem do que foi a nossa vida. Mas recuso-me a aceitar que este filme possa agora ter um fim: apesar dos nossos 76 anos acho que ainda temos coisas para fazer e muitos olhares doces para trocar.

Tento recorrer ao nosso Deus, mas neste momento não consigo lembrar-me de uma só palavra das orações que costumamos fazer... Pensei então em pedir-Lhe que olhasse por ti, pelo menos até eu voltar amanhã logo pela manhã a esse sítio horrível onde te deixei. Mas ao ajoelhar-me e benzer-me, a única coisa que consegui foi implorar que me levasse a mim primeiro: é que eu nunca soube, não sei, nem saberei viver sem ti, meu Amor...

 



Partiste sem nos despedirmos. Fechou-se uma porta e não restou nada para além deste silêncio eterno. Reabri-a dezenas de vezes, em sonhos e na realidade, e em cada uma delas desiludi-me quando não te achei onde nos deixámos.

Faz hoje 30 anos que não nos vemos. Eu sei que as pessoas celebram coisas mais alegres como aniversários, natais, passagens de anos, licenciaturas, casamentos, filhos, novos empregos, netos… Claro que também o faço e de forma convincente (acho mesmo que conseguiria surpreender-te com as técnicas que aprendi para esconder a minha timidez e a minha tristeza e enganar os outros na perfeição). Mas, para te ser sincero, não há data mais marcante para mim do que esta: é que eu nunca deixei de te lembrar todos os dias destes anos em que estamos separados.

É quase doentia a quantidade de vezes que sonho o nosso reencontro… Gostava tanto de saber de ti; de ouvir a tua voz suave mas sempre convicta; de tocar-te e redescobrir-te a cada pedaço de um corpo que há muito deixei de conhecer; de sentir-te e saber-me protegido; de rir com o teu humor sarcástico; de apreciar o silêncio que tão bem sabíamos fazer entre nós, como se calássemos tudo para nos ouvirmos melhor… Tantas coisas que talvez se pudessem resumir numa só: gostava de poder dizer-te que tenho muitas saudades tuas e que o tempo nunca conseguiu apagá-las, nem sequer desvanecê-las… Quando muito ensinou-me a domá-las, como os tratadores dos circos conseguem fazer a maior parte dos dias com as suas feras selvagens, mas nunca a controlá-las verdadeiramente.

Gostava também de falar-te de mim e dou por mim inúmeras vezes a pensar por onde começaria e o que destacaria se nos dessem um tempo limitado… Dir-te-ia logo que vivo de acordo com os mesmos princípios que sempre valorizámos: a lealdade e a verdade acima de tudo, ao mesmo tempo que teria que desiludir-te um pouco ao revelar-te que nem sempre tenho sido tão corajoso quanto tu achavas que eu era. Depois contar-te-ia o que tenho construído a nível pessoal, familiar e profissional (e ponho a imaginar-me a tua cara a cada um dos episódios que visualizo na minha mente: surpresa? Orgulho? Crítica? Valorização? Vergonha? Condescendência?...). Falar-te-ia também nas mulheres que passaram pela minha vida, mas demorar-me-ia mais no Afonso e na Beatriz, os meus filhos, por achar que eles são verdadeiramente o que de mais importante e belo fiz ao longo dos meus 50 anos de vida. Sei que sou suspeito, mas acho-os miúdos especiais e seres humanos muito melhores e muito mais bonitos do que eu alguma vez fui ou serei … E, no fim, daria tudo para que eles pudessem juntar-se a nós num último mergulho no mar frio e revolto da nossa praia: os 4 a entrar na água, sempre sob o teu comando, seguindo cada uma das tuas instruções e com a tua mão firme a agarrar-nos a todos…

Faz hoje 30 anos que me deixaste, Pai, e há dias em que continuo a precisar desesperadamente de ti… Trocaria tanto para que pudéssemos ter só mais um momento, só mais uma conversa que me orientasse, só mais um abraço que me sossegasse, só mais um beijo que me aconchegasse… É que hoje eu não tenho 50 anos: sinto-me tão pequenino que só tu poderias cuidar de mim...




Ontem foi o dia do meu 38º aniversário e todos fingimos estar alegres. Eu, tu, os nossos filhos, a minha mãe, até os teus pais... Nos dias anteriores repetiste vezes sem conta que eu devia convidar a Teresa e a Maria — e os "respectivos", como os tratas... —, mas eu tive demasiado medo que elas percebessem o quanto estou infeliz... E tu sem desistires... Tu a insistires… Tu a não entenderes... Tu sem me veres... (Ou será que vês mas preferes não ver?).
 
Acho que já fomos felizes; acho mesmo, André. Claro que sempre tivemos as nossas coisas como toda a gente, mas éramos felizes... O tempo passava rápido quando estávamos juntos e parecia sempre insuficiente para tudo aquilo que ainda queríamos fazer. Adorávamos passear, andar de mão dada e roubar beijos um ao outro do nada. Escrevíamo-nos imensas mensagens doces, às vezes só com um beijo ou um “tenho saudades tuas” e um qualquer bonequinho fofo no fim. Inventávamos nomes carinhosos um para o outro, daqueles que nos envergonhariam se mais alguém soubesse ou ouvisse. Passávamos horas enroscados, quase que fundidos um no outro, e era tão bom sentir-te em mim. E riamos, riamos tanto, riamos até daquilo que hoje é só mais um motivo de discussão: a minha incapacidade de ser pontual ou a facilidade com que "rebaptizo" pessoas e locais; a tua descoordenação motora ou a tendência para fazeres piadas despropositadas em situações sérias.

Às vezes pergunto-me o que nos terá acontecido... Onde nos perdemos um do outro... E dói-me tanto não saber... Dói-me mesmo! Fomos afastando-nos e nem sei porquê. Cada dia mais distantes e um pouco mais "estranhos", deixando que entre nós passasse a habitar este silêncio que corrói e que nos foi matando lentamente.

Acho que nos podemos declarar agora oficialmente mortos, até porque já há muito tempo que nada nos liga, a não ser os miúdos e um par de coisas mundanas que pouco me interessam e que podemos dividir facilmente. Sei que já não gosto de ti e, confesso, há muitos dias em que dava tudo para que tivesses uma qualquer viagem de negócios que me permitisse não ter que estar sempre a tropeçar em ti e a confrontar-me com o que já não somos. E também não sou estúpida ao ponto de não perceber que o teu olhar sobre mim mudou muito e está longe de ser aquele apaixonado, enternecido, respeitador e cúmplice que já foi…

André, eu juro que tentei habituar-me a “isto” que agora temos. A sério que sim! Depois tentei acreditar na ilusão que “isto” era só uma fase passageira e que o tempo nos iria devolver a nós e a todos os projectos que sempre fizemos para a nossa família (será que ainda te lembras deles?). Falei inúmeras vezes sobre "isto" contigo, mas sempre sem sucesso. Já em desespero, procurei até conformar-me com “isto” em que nos tornámos. Mas não fui capaz, André… Não sou capaz… E ontem percebi muito claramente que não quero mais “isto” para mim. Não quero estar neste mesmo sítio, neste mesmo estado infeliz no meu 39º aniversário. Quero mais, percebes? E ao contrário do que acontecia no passado, não te vejo comigo neste caminho, nem no futuro que ambiciono… Desculpa, mas não vejo mesmo…

Decidi que quero separar-me de ti, por muito que isso me vá custar. Imagino que tudo será difícil e tenho medo que a nossa tristeza e eventuais ressentimentos nos façam esquecer tudo o que já vivemos e possam até ameaçar o respeito que sempre tivemos um pelo outro. Mas, sobretudo, estou preocupada com os miúdos, André. São pequenos e gostaria que este processo os afectasse o mínimo possível. Queria tanto descobrir uma qualquer fórmula mágica que lhes permitisse adaptarem-se depressa a esta nova realidade e continuarem a ser as crianças felizes e especiais que são… Não sei se ela existe, mas gostava mesmo!

Sei que vou precisar da tua ajuda e adorava poder dizer-te que tenho a certeza que juntos vamos conseguir inventá-la, prepará-la e servi-la em doses suficientes para que os miúdos fiquem bem. Mas a verdade é que não tenho… Para te ser sincera, nem sequer acredito que consigamos focar-nos exclusivamente no que é melhor para os nossos filhos. Foi por isso que me lembrei de te perguntar: o que achas de pedirmos ajuda?

João V. Correia, Doutorado em Psicologia do Desenvolvimento e Terapeuta Familiar