Ser mãe ou pai é, provavelmente, um dos maiores desafios na vida de qualquer pessoa.

Quando pedimos às crianças para falarem sobre as suas mães ouvimos coisas como “a minha mãe é a mais linda”; “a minha mãe trata das coisas de casa”; “a minha mãe brinca comigo e com as minhas princesas”; “a minha mãe é muito engraçada”; “a minha mãe cozinha para mim”; “a minha mãe dá-me beijinhos bons quando me deito”…

É gratificante saber que, aos olhos dos nossos filhos, somos as pessoas mais importantes, mais bonitas e mais queridas do mundo mas, a bem da verdade, nem sempre nos sentimos assim.

Isto porque ser mãe nos coloca diariamente perante questões diferentes, perante desafios constantes... as frustrações, as dúvidas, os dilemas, os receios e a famigerada culpa. Quem nunca se frustrou com as noites mal dormidas ou as birras insuportáveis? Quem nunca duvidou do exagero de uma determinada repreensão ou de uma injustiça tremenda que cometeu? Quem nunca teve o dilema de achar que devia ter sido mais paciente e compreensiva em vez de se ter irritado? Quem nunca sentiu medo do dia em que não os conseguirão proteger ou de que algo horrível que não controlamos lhes aconteça? Quem nunca sentiu culpa por não ter mais tempo para brincar ou por dedicar pouca atenção?

Todos estes sentimentos são rotineiros na vida de uma mãe. Todos nos obrigam a constantes adaptações e, sobretudo, todos nos colocam perante a possibilidade de estarmos a falhar, de estarmos redondamente erradas e de estarmos a traumatizar os nossos filhos para a vida.

Mas, como em qualquer desafio, a recompensa surge grandiosa. Surge quando os vemos rir à gargalhada, a fazer uma traquinice ou contentíssimos com uma nova descoberta. Quando nos veem e correm para nós com um sorriso enorme e prontos para nos abraçar. Quando nos olham cheios de ternura e dizem “gosto de ti”. Quando os vemos crescer a ser felizes, independentes e seguros de si. Nesses momentos ficamos com a sensação de dever cumprido e sentimo-nos a pessoa mais especial do mundo.

Mas, no meio de tantas dúvidas e emoções tão fortes, como fazer para chegarmos aqui? Para que os nossos filhos cresçam de forma saudável é necessário que recebam de nós AMOR PURO – estável, dirigido a eles, sem cobrar e sem precisar de nada em troca – e CONSISTÊNCIA – coerência nos comportamentos, previsibilidade nas reações e estabilidade nas regras.

Fácil? Nem por isso. Mas a recompensa não podia ser maior!

Inês Pessoa e Costa e Rita Vilhena